EMMANUEL BEZERRA DOS SANTOS – PATRONO DA CASA DO ESTUDANTE DE NATAL

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

EMMANUEL BEZERRA DOS SANTOS

 


EMMANUEL BEZERRA DOS SANTOS,  nasceu na Praia de Caiçara, município de SÃO BENTO DO NORTE,na  Microrregião de MACAU, Mesorregião CENTRAL, do Estado do RIO GRANDE DO NORTE. nascido no dia 17 DE JUNHO DE 1943, filho do casal  LUÍS ELIAS DOS SANTOS e JOANA ELIAS DOS SANTOS, esta é a patrona da Câmara Municipal da cidade de CAIÇARA DO NORTE-RN, instalada no dia 01 de janeiro de 1997.

Ele faleceu no dia 4 de setembro de 1973, em São Paulo

EMMANUEL  é patrono da Casa do Estudante de Natal, criada no dia 11 de agosto de 1954, situada na Avenida Câmara Cascudo, homenagem registrada em  31 de março de 2019, do qual ele foi presidente

EMMANUEL  Veio para Natal  no ano de 1963, estudar no Colégio Estadual do Atheneu Norte-riograndense, passando a residir na Casa do Estudante da qual seria presidente (1967). “Vindo de um lugar simples e pacato (...) os seus padrões certamente estavam em conflito com a nova realidade” (DUARTE, p. 24). Com efeito, era de origem convictamente católica e o clima Político entre os estudantes estava em plena efervescência: o Atheneu era, então, “(...) apesar do clima opressivo, um ponto importante do debate político e cultural, fato que perduraria até fins de 1968” (GERMANO, p. 17). Nesse ambiente Emmanuel passou a estudar com afinco e a participar ativamente da política estudantil secundarista e, posteriormente, universitária, quando cursava sociologia na Faculdade de Sociologia e Política da Fundação José Augusto (1968). Atuou nos movimentos culturais da cidade como poeta e crítico literário, liderou a organização de grupos e associações.

Tornou-se a maior expressão do Comitê Universitário do PCR-Partido Comunista Revolucionário, no Rio Grande do Norte, chegando a exercer destacadas funções no Comitê Central. Com o advento do governo Costa e Silva (1966-69), várias previdências restritivas foram tomadas, culminando com a edição do Ato Institucional nº 5 (dez., 1968), que fechou o Congresso Nacional, suprimiu os direitos individuais, implantou a censura e adotou a prática da tortura como meio de intimidação e, pois, de sufocação dos adversários. Emmanuel Bezerra foi preso algumas vezes, em Natal e, em São Paulo (set., 1973), preso e torturado até a morte, não revelando qualquer informação sobre o partido ou, tampouco, sobre os companheiros. Com a reforma realizada no prédio-sede da Fundação José Augusto (2004), o pátio interno, ajardinado e constando uma placa de bronze, passou a denominar-se “Praça da Liberdade Emmanuel Bezerra”.

FONTE – FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO